quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Viajando

Pessoal, estou de saída para o exterior por quatro meses, então não estarei disponível para aulas nesse tempo. Mas eu volto xD

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Modelos e Nomes

Bem, existem inúmeros modelos, porém, citarei os mais conhecidos. Para iniciantes em música, ou no acordeon em si, sugiro o modelo cromático de teclado, pois é mais simples de entender. O diatônico é mais complicado e sua lógica exige um conhecimento teórico em campos harmônicos e escalas. A concertina é quase impossível achar no Brasil e quando acha é cara demais!

Acordeon cromático:


     Existem os modelos de Teclado (Piano Accordion em inglês) ou de Botões (Button Accordion).
Podem ter de 4 baixos até 140 baixos. O Acordeon no Brasil, é chamado de "Acordeão" (original do português), "Sanfona" no Nordeste, e "Gaita" no Sul. O modelo cromático mais comum aqui, é o de teclado, o de botões é mais conhecido na Europa, geralmente na Rússia, França e Itália, aonde são chamados respectivamente de, "Bayán, Accordéon e Fisarmonica". Este tipo de instrumento é chamado de cromático, pois possui a escala cromática (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) e seus acidentes (sustenidos e bemóis) diferente do modelo diatônico do qual falarei depois.


Acordeon Diatônico:

     Já o Acordeon Diatônico não possui tanta variedade de modelos como o cromático, em suma, varia no tamanho e quantidade de botões. Os mais comuns aqui no Brasil são os de 8 Baixos, porém, podem variar até 48 a 60 baixos (se não me engano). Pode ser encontrado pelos nomes de, "Gaita-Ponto" no Sul, "Sanfona de 8 baixos" ou "Pé-de-bode" no Nordeste, ou simplesmente Acordeon Diatônico.
     É muito utilizado na música Russa, Irlandesa, Francesa e Alemã, lá chamados respectivamente de "Garmóshka, Button Box, Accordéon Diatonique e Harmónica". É chamado de Diatônico pois dois motivos:

     - Tem o nome "Diatônico", porque cada botão nesse modelo de acordeon possui duas notas que são ativadas dependendo da maneira como se usa a fole. Se você a abre, produz uma nota, se a fecha, produz outra diferente (semelhante a uma gaita de boca, se assopra ou suga as notas são diferentes). Esta é a primeira diferença. A segunda é que esses modelos assim como as gaitas de boca, vêm em tonalidades específicas. Por exemplo: Se o meu Acordeon é C/F (dó e fá) naturalmente possui 8 baixos e duas fileiras de botões, pois trabalhará parte dos campos harmônicos de C/F podendo ser tocados os acordes (C, G, F, Bb, Dm e A), agora, se é G/C/F trabalhará no campo harmônico de G também. Este, Possuirá 12 Baixos e três fileiras de botões, e poderão ser tocados os acordes que são tocados em C/F mais os acordes (D, Am e E). Mas pra nossa infelicidade (ou não) dependendo do país em que se fabrica e para que gênero musical se designa, a disposição das notas muda completamente =_="...
     "Ahhh meu deus!!! Como tudo isso é confuso..." Pra isso existem aulas particulares. Fica a dica.  ; )


E por fim... (ufa)

Concertinas e Bandoneons:



     Quase impossíveis de se encontrar por aqui, a Concertina e o Bandoneon também possuem diversas afinações e modelos, mas os mais conhecidos são a Anglo-Concertina (criada na inglaterra) e muito utilizada na música irlandesa e o Bandoneón argentino (usado muito no tango devido ao seu timbre característico). Tive a oportunidade de tocar numa concertina dessas que o meu aluno trouxe da Argentina. Pelo que pude entender tocando e vendo vídeos, ela trabalha em duas ou mais vozes, porém diferente do acordeon ela não "monta" os acordes nos baixos apertando 2 botões, na verdade, precisa-se montar os acordes utilizando as 3 notas principais de um acorde (tônica, terça e quinta dominante), não tenho muito a dizer sobre esses dois pois não tive muitas oportunidades de experimentá-los, mas tem um som lindo e vale a pena conhecer. Quem me dera caísse um desses do céu bem agora.

     Para quem quer começar com o cromático, existem as marcas Maestrina (geralmente por 2.100,00R$ o de 80 baixos. Eu sei que parece caro, mas um Todeschinni italiano novo é mais de 10.000,00R$) Stradella e Hohner (não me lembro o preço muito bem), Michael é barata mas não recomendo pois a fole não tem peso e isso pode prejudicar o braço ao tocar pois força-se o ombro ao abrir e fechar o instrumento. O ideal é comprar um de 60 ou 80 baixos mesmo, para ter mais recursos musicais. Para quem quer arriscar o diatônico sem ter experiencia com o cromático, (o que não recomendo a não ser que tenha boa noção teórica de música) o de 8 baixos já dá pra tocar bastantes coisas, geralmente entre 1.000 à 2.000 reais acho que o que mais se encontra (quando se encontra) é o Hohner e Minuano, pra quem mora em São Paulo Capital ou proximidades, na R. Teodoro Sampaio em Pinheiros, já vi um 8 baixos em ótimo estado, provavelmente na Santa Efigênia também deve haver, sou um pouco resistente a comprar instrumentos via internet pois acredito que é algo que você tem que experimentar antes de comprar, e como instrumentos são muito individuais, é melhor ir à loja antes de comprá-los.

História do Acordeon

    
     Muito bem, estou começando este blog a fim de divulgar meu trabalho como professor particular de música e as coisas interessantes que descobri nesta incrível invenção do homem que é o acordeon, e sua infinidade de modelos. Muitas vezes quando estava tocando na paulista ou proximidades, as pessoas muitas vezes me perguntavam com um riso leve, "mas, me diz, isto é acordeon ou sanfona?" e eu sempre respondi que, "depende do lugar de onde você é". Realmente, o nome varia não somente devido ao modelo, mas também, devido ao lugar em que as pessoas o utilizam!
    
     O primeiro "Acordeon" surgiu na china em meados do século VI ou VII a.C., mais como um instrumento de sopro do que o acordeon propriamente dito. Era chamado geralmente de "Cheng". Foi aprimorado na rússia onde foi descoberto que o seu som era produzido por palhetas de metal. Passou pela Alemanha em Viena, aonde Christien Buschmann lhe deu a fole, uma série de botões e duas caixas de madeira, transformando-o em um brinquedo de criança que era tocado utilizando-se as duas mãos ao qual foi dado o nome de "Handaolina" ou "Harmónica de mão". Passou pela Áustria, França, até começar a ser produzido como legítimo instrumento musical no início do Séc. XIX    
     O Acordeon ficou mais conhecido por este nome, pois sua combinação de botões da "baixaria" (sim, os botõezinhos brancos que parecem impossíveis de entender), permitem que formemos acordes, pressionando dois ou três botões juntamente ou alternadamente, ou produzindo frases melódicas, usando as fileiras dos "contrabaixos maiores" e a dos "baixos fundamentais".

É isso aí gente, próximo post: "variedade de modelos e nomes".
Não é mais um "instrumento do outro mundo" como parece né?